Pato reconhece que mudanças ajudaram São Paulo a golear: “não é coincidência”

O São Paulo ganhou a Chapecoense, mas foi além pela chuva de gols, algo raríssimo neste 2019 em que o Tricolor segue com o pior ataque dentre os 20 times da elite. Fez 4 a 0, subindo para a quinta posição após 11 rodadas. Além dos elogios especialmente ao desempenho dos jovens valores são-paulinos, um dos principais temas de discussão foi o papel de Alexandre Pato no time treinado por Cuca.

Afinal de contas, foi só o camisa 7 ser substituído, no intervalo da partida realizada no Morumbi, empatada sem gols naquela altura, que o São Paulo deslanchou. E dentre os tentos anotados, o mais bonito de todos veio justamente através de Jonas Toró, garoto que substituiu Pato. Everton, que também entrou no decorrer da partida para fazer o papel de ponta-esquerda que era responsabilidade de Pato, deu a assistência para Antony abrir o placar e serviu Toró no segundo. Raniel e Vitor Bueno completaram o placar.

Finalizado o jogo, Alexandre Pato atendeu pacientemente a imprensa e garantiu ter ficado feliz pelo desempenho de seus substitutos: “Fico muito feliz por estar no São Paulo e encontrar jogadores que estão aqui para competir. Estou aqui para isso, vou competir. Fico feliz por quem entrou. O espírito de grupo vai além do individual”, afirmou. O atacante ainda reconheceu, com todas as letras, que as substituições de Cuca fizeram a diferença: “Não é coincidência. Quem entrou, entrou bem. Isso é time. As trocas foram boas”.

Agora vai? Ataque do São Paulo enfim desencanta em 2019

Alexandre Pato, Hernanes, Vítor Bueno, Pablo, Calazans, Raniel… O setor ofensivo do São Paulo foi o que mais ganhou reforços para 2019. Ainda assim, o desempenho do ataque tricolor na temporada vinha bem aquém do esperado. Pelo menos até esta segunda-feira.

A goleada por 4 a 0 sobre a Chapecoense encerrou uma sequência de dez partidas marcando um ou nenhum gol por confronto – fez apenas cinco neste período. Desde a vitória por 2 a 1 sobre o Goiás, no dia 1º de maio, que a equipe não estufava as redes pelo menos duas vezes. Quatro tentos num mesmo jogo era algo ainda mais distante: desde a estreia no Paulistão, quando goleou o Mirassol por 4 a 1.

No ano, são apenas 30 gols em 33 atuações, 0,90 por partida, a média mais baixa entre os clubes da Série A. Marca que era ainda pior antes de encarar a Chape: somente 0,81 g/j.

Com cinco gols marcados nos últimos dois jogos, todos eles feitos por homens que atuam na frente – Pablo, Raniel, Vítor Bueno, Antony e Toró -, no entanto, o São Paulo vem tentando reverter este quadro após a pausa da Copa América.

MÉDIA DE GOLS DOS CLUBES DA SÉRIE A EM 2019

1º – Flamengo – 1,84 g/j
2º – Grêmio – 1,68 g/j
3º – Cruzeiro – 1,67 g/j
4º – Fluminense – 1,63 g/j
5º – Atlético-MG – 1,62 g/j
6º – Athletico – 1,60 g/j
7º – Goiás – 1,53 g/j
8º – Santos – 1,51 g/j
9º – Palmeiras – 1,48 g/j
10º – Bahia – 1,47 g/j
Ceará – 1,47 g/j
12º – Avaí – 1,37 g/j
13º – Botafogo – 1,30 g/j
14º – Vasco – 1,28 g/j
Internacional – 1,28 g/j
16º – Chapecoense – 1,20 g/j
17º – Fortaleza – 1,19 g/j
18º – Corinthians – 1,05 g/j
19º – CSA – 1,00 g/j
20º – São Paulo – 0,90 g/j

Lance!

Reportagem do Globo Esporte escancara: Gestão dos recursos financeiros do São Paulo é péssima; veja

Bastaram duas eliminações precoces na Libertadores e na Copa do Brasil para que o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, voltasse a viver seus piores dias à frente do São Paulo. Mês passado, centenas de torcedores à porta do centro de treinamento tricolor protestaram e pediram a sua renúncia. Nos bastidores, grupos políticos vinculados à situação registraram por escrito a insatisfação com o departamento de futebol, dirigido por Raí, e pediram a sua “profunda” reformulação.

Diferente de clubes que passam por crises esportivas e políticas por causa da falta de dinheiro, a situação mais comum atualmente, a crise são-paulina decorre do mau uso dos recursos disponíveis. Arrecadar acima dos R$ 400 milhões apesar das adversidades externas e internas é para poucos no futebol brasileiro. Dinheiro há. Mas é preciso saber usá-lo para não ser passado para trás por rivais menos abastados – casos do Talleres na Libertadores e do Bahia na Copa do Brasil.

A comparação entre faturamento e endividamento mostra como as finanças tricolores são administráveis – apesar dos problemas que detalharemos a seguir. Ter mais entrada de dinheiro do que compromissos a pagar chega a ser um privilégio no futebol brasileiro, em que geralmente dívidas superam em duas vezes ou mais as receitas.

Também é fácil perceber que a situação melhorou consideravelmente em relação ao histórico recente do próprio São Paulo. Nos anos em que esteve sob a administração de Carlos Miguel Aidar, encerrada com a renúncia do então presidente em meio a denúncias de corrupção, o clube perdeu o controle sobre as finanças e chegou a dever mais do que arrecadava. Leco não faz a melhor gestão possível, mas recuperou um quadro temerário. É justo ponderar que o estado atual está melhor.

Feitas as introduções e ressalvas, chega a hora de distinguir departamentos para entender onde estão os problemas. E, já que estamos falando de faturamento, podemos começar pelas áreas comercial e de marketing tricolores. Em teoria, são elas as responsáveis por gerar a maior quantidade de dinheiro possível para que o futebol o use, e os resultados apresentados no ano passado deixam a desejar.

Com grande dificuldade para obter patrocínios para o seu uniforme, o São Paulo teve uma redução de quase R$ 40 milhões nas receitas proporcionadas por marketing e comercial, que também incluem receitas das vendas de produtos licenciados. O mau momento da economia brasileira ajuda a explicar a diminuição, registrada por vários outros clubes, mas há também sinal de fragilidade tricolor neste número. Palmeiras e Flamengo faturam cada um o dobro neste tipo de receita.

No relacionamento com o torcedor, não houve grande variação em relação à temporada anterior. Entre bilheterias, sócios torcedores e receitas ligadas ao estádio do Morumbi, o São Paulo faz pouco menos do que R$ 70 milhões. O número parece baixo para uma das maiores torcidas, concentrada na maior cidade do país nos aspectos demográfico e econômico. O Palmeiras fatura quase três vezes este valor.

O Morumbi e a sua enorme capacidade dificultam o aumento dos associados, uma vez que o principal benefício de qualquer programa é o desconto e a preferência de compra de ingressos. Como o estádio sempre tem espaço de sobras nas arquibancadas, o são-paulino não está obrigado a se associar para ver uma partida decisiva. Nada que se possa resolver no curto prazo, a não ser com ações para incentivar o engajamento de seus torcedores por meio de apelos emocionais.

Com receitas ligadas ao marketing rolando ladeira abaixo, enquanto as diretamente ligadas à torcida não pegam no tranco, o São Paulo teria pelo menos dois caminhos a seguir. No primeiro, reduziria seus custos com o futebol para enquadrar custos dentro das receitas disponíveis. Este é um trajeto que, historicamente, o clube nunca tomou. Até porque a segunda opção é muito mais sedutora. Quando precisa de dinheiro para pagar seus boletos, o clube vende jogadores. E vende muito bem.

Não há no futebol brasileiro um clube que consiga tanto dinheiro com transferências de atletas. Só no ano passado o São Paulo levantou pouco mais que R$ 130 milhões líquidos, isto é, após descontadas comissões para intermediários e repasses de direitos econômicos para terceiros. Um legado da filosofia que permeou décadas, passando por diferentes administrações, pelo menos desde os anos 1980, voltada para o investimento em infraestrutura e investimento nas categorias de base.

O problema de depender da venda de jogadores é que, na pior das hipóteses, o clube não bate a meta de arrecadação e sofre com prejuízos. Aconteceu em 2014, com Aidar, quando menos de R$ 30 milhões entraram no caixa com atletas. É arriscado contar com vendas para fechar a conta. Na melhor das hipóteses, também há consequências. Como quando o time perde promessas que poderiam ganhar jogos. Também aconteceu. Em 2017 e 2018 com Leco.

Neste aspecto, virtudes e defeitos estão na conta do departamento de futebol. Tanto são os profissionais desta área que negociam jogadores e garantem receitas relevantes, quanto são eles que decidem como gastar os recursos com reposições. O São Paulo tem como características gastar muito com a sua folha salarial, a quinta maior do país, e gastar muito com a compra de direitos federativos e econômicos. A diretoria de Leco gastou mais de R$ 64 milhões no ano passado com novos atletas – entre eles o veterano Diego Souza por R$ 10 milhões.

À medida que o marketing gera menos dinheiro do que poderia, e o futebol gasta mais do que deveria, sobra para o departamento financeiro a responsabilidade de se virar para achar dinheiro – ou, melhor, encontrar crédito para acertar o fluxo de caixa e pagar as contas.

No ano passado, o São Paulo recorreu novamente a empréstimos bancários para fazer frente a despesas operacionais e dívidas de curto prazo. A boa notícia, neste sentido, é que o financeiro tricolor foi eficiente ao trocar empréstimos com juros altos por outros com juros mais baixos. Despesas financeiras foram reduzidas em quase R$ 7 milhões na comparação com o ano anterior. Esse dinheiro deixa de ser desperdiçado com bancos e volta para o futebol.

A má notícia é que, apesar de o endividamento são-paulino ter sido reduzido em seu valor bruto, o perfil dele em relação ao vencimento piorou. Dívidas de curto prazo – que vencem em prazo inferior a um ano – aumentaram e ficaram maiores até do que as de longo prazo. Sabendo que a temporada de 2019 seria difícil por causa da mudança no fluxo de pagamento da televisão, apertado no primeiro semestre, o clube criou problemas para si mesmo ao sobrecarregar seu passivo de curto prazo.

Não é surpresa que o São Paulo passe em 2019 por problemas raros em sua história. Direitos de imagem de parte do elenco atrasaram, e a diretoria foi buscar novos empréstimos bancários para quitar pendências urgentes. Ainda coube ao departamento financeiro tentar um mecanismo mais complexo e moderno para conseguir crédito, um FIDC, mas as opções são limitadas. Tudo poderia ser mais tranquilo se o clube gastasse menos e melhor o seu dinheiro no futebol.

A história fica realmente ruim quando se compreende, ao avaliar o cenário completo, que o clube tricolor caiu num ciclo vicioso. A ineficiência do departamento de futebol gera resultados piores em campo e afeta a geração de receitas, pois cotas de participação em competições importantes como Libertadores e Copa do Brasil deixam de entrar no caixa. E a redução das receitas acaba por colocar o próprio departamento de futebol em posição desconfortável, porque tem de vender jogadores com volume e frequência para evitar prejuízos.

Não, o São Paulo não está em crise financeira como tantos outros clubes brasileiros. Não, o São Paulo não está nem mesmo tão mal quanto esteve há poucos anos. Mas Leco precisa ficar atento às causas e consequências de suas decisões. Torcedores protestam e pedem a sua saída, aliados exigem mudanças, e o seu mandato encaminha para o fim, ao término de 2020, sem que o legado de sua administração seja tão positivo e duradouro quanto imaginou quando substituiu Aidar.

Pato será muito útil ao São Paulo

Pato não é e nunca será o que se esperava que fosse. Flopou. Talvez pelas contusões, talvez por uma falta de amadurecimento ou talvez por erro de avaliação de quem, a partir de um jogo contra o Palmeiras, o tratou como a nova grande estrela brasileira.

Ao não ser o que se esperava – por motivos diferentes – Pato e Adriano criaram um problema para a seleção. Eles seriam os substitutos de Ronaldão e Ronaldinho, mas a missão caiu nas mãos e pés de Luis Fabiano, que fez um trabalho digno.

Bem, que tal então analisar Pato pelo que é e não por aquilo que disseram que seria? Por aquilo que não concretizou?

Pato é um jogador de boa técnica e com boa finalização. Deve jogar pelo meio, atrás de um atacante mais, digamos, raiz. Pode dar o último passe para o parceiro. Ou para quem está no lado. Como fez com Antony contra a Chape. E pode – sabe muito bem – entrar na área para chutar ou cabecear. Faz tudo isso bem. É pouco? É muito.

Estamos falando do futebol brasileiro atual e de um time – mais uma vez – em construção.

Dizer que a saída de Pato foi fundamental para a vitória contra a Chape é equívoco. O time melhorou porque Luan saiu. Não tinha função e deu lugar a um novo atacante.

Se Pato tivesse continuado em lugar de Hernanes ou Tchê Tchê poderia se aproveitar, por exemplo, dos cruzamentos de Éverton. E, amigos, se não se pode analisar Pato pelo que nunca será, muito menos pelo que nunca foi: ponta-esquerda que volta para ajudar o lateral.

Pato é muito importante. Quem o crítica averbamento deve se lembrar que Toró e Éverton, que viraram o jogo, vinham de partidas ruins. Não são uma certeza.

Como velocidade dos jovens faz sombra para Hernanes e Pato no São Paulo

O São Paulo goleou a Chapecoense por 4 a 0 ontem (22) à noite, no Morumbi. O resultado foi construído no segundo tempo muito por causa da velocidade dos jovens Antony, de 19 anos, e Toró (20). Por isso, o estilo mais cadenciado dos badalados Hernanes e Pato pode começar a correr risco no Tricolor paulista de Cuca para a sequência do Campeonato Brasileiro.

“O Pato não fez um jogo ruim, mas o time estava muito embolado por dentro. Ele foi mal no fim em um ou dois lances. É um jogador que a gente confia que vai ser um diferencial para nós. Foi uma opção, pensei no Toró pela velocidade para pegar a Chapecoense de surpresa”, explicou Cuca.

“A gente estava trabalhando sério, duro, e ainda assim no futebol às vezes a vitória não vem. A gente fez um primeiro tempo buscando. O gol não saiu. No segundo tempo, a gente manteve a pegada para fazer quatro gols para dar um basta nessa sequência de empates. No primeiro tempo, a gente começou um pouco apagado. Depois, tomamos conta”, reconheceu Hernanes.

“Isso é um time, a ideia é entrar e ir bem. Estou muito feliz no São Paulo, feliz por quem entrou e fez gols. Quem joga no São Paulo tem de saber que é preciso trabalhar bastante para atingir o objetivo que é a vitória”, disse Pato.

Tempo de bonança

Depois de uma semana conturbada após o clássico com o Palmeiras, o São Paulo pode respirar aliviado. A equipe agora está invicta há cinco partidas no Brasileirão, pulou sete posições na tabela (do 12º para o quinto lugar) e ainda celebra a renovação do contrato de Antony.

“Tinha muita coisa em jogo, não era só uma partida. Tinham sete posições em disputa, fomos de oito partidas sem vencer para cinco de invencibilidade. As coisas começam a se encaminhar para a gente. A vitória dá confiança e moral. Em qualquer setor é importante isso”, disse Cuca.

Quem desfalca e quem está pendurado contra o Flu

Igor Vinícius, Igor Gomes e Hudson estão pendurados com dois cartões. O volante Liziero (entorse no tornozelo direito), Everton Felipe (tendinite no joelho esquerdo), Pablo (lesão no tornozelo direito) e Rojas (cirurgia no joelho direito) devem ser novamente os desfalques para o jogo de sábado contra o Fluminense.

Zagueiro equatoriano de 24 anos é oferecido e está no radar do São Paulo

O Blog Elite Tricolor recebeu uma informação de que o zagueiro equatoriano Luis Cangá, equatoriano de 24 anos e que atua no Delfín de seu país, está no radar de Raí e cia após ser oferecido.

Com o sucesso de Arboleda, o zagueiro conterrâneo chamou a atenção pelo porte físico e pela chegada no ataque.

Com 1,91m, ele atuou na LDU de 2014 a 2017 e desde 2018 está no Delfín.

Fiquemos de olho.

Blog Elite Tricolor

“São Paulo vai atrás de lateral. Martin Cáceres é o nome ideal” diz Menon

José Martín Cáceres Silva (Montevidéu, 7 de abril de 1987) é um futebolista uruguaio que atua como zagueiro e lateral. Atualmente joga pela Lazio.

Seleção Nacional[editar | editar código-fonte]

Estreou pela Seleção Uruguaia principal no dia 12 de setembro de 2007, em partida amistosa contra a África do Sul. Em 2014, sofreu em acidente de carro, saindo ileso[3], mas ficando isolado durante o período que foi convocado para as Eliminatórias para a Copa de 2018, em jogos contra Bolívia e Colômbia.[4]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Barcelona[5][editar | editar código-fonte]

Juventus[6][editar | editar código-fonte]

Seleção Uruguaia[editar | editar código-fonte]